domingo, 26 de agosto de 2018

Em defesa da mulher

Em 2018 os casos de feminicídio cresceram absurdamente no Brasil, e chocaram o país inteiro. Um desses exemplos foi o caso da advogada Tatiane Spitzner, 29 anos que foi jogada pelo marido Luis Felipe Manvailer, 32 anos, do 4º andar do prédio onde moravam em Guarapuava, no Paraná. O que mais chocou o Brasil foram as imagens da câmara de segurança do prédio que mostravam as agressões físicas e verbais que Luis praticava contra Tatiane. Assim como foi o caso da advogada, muitos relacionamentos abusivos e casos de violência doméstica só são descobertos quando é tarde demais. Tatiane não foi a primeira e, infelizmente, não será a última. De acordo com um levantamento feito pelo G1, 12 mulheres são vítimas de feminicídio diariamente no país. Em consequência de casos absurdos como esse, em 2017 foi oficialmente lançado o Agosto Lilás, uma campanha de combate à violência contra a mulher que envolve secretarias municipais e estaduais e, sobretudo, as escolas do país. O Brasil ocupa hoje o 5º lugar no mundo no ranking de violência doméstica e, de acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), tramitam no Judiciário cerca de 900 mil processos sobre o tema, sendo 10 mil deles sobre casos de feminicídio (crime de morte motivado pelo fato da vítima ser mulher). Para entendermos um pouco mais sobre o assunto, conversamos com a advogada e perita criminal Raphaela Souza, 31 anos, e com o Mestre H.C em artes marciais e mestre de Kombato e Kali Silat, Richard David Clarke Junior, 39 anos, que também é formado em Segurança Pública. Ambos já ajudaram mulheres a se proteger desses casos de violência. No caso de Richard foi ao ensinar defesa pessoal para alunas que se depararam com violência, seja na rua ou em casa, e conseguiram resolver, de forma inteligente, rápida e eficaz. Já no caso de Raphaela a ajuda veio de medida protetiva expedida no Pará pela delegacia do Propaz (especialista em atender a mulher que já sofreu ou ainda sofre violência doméstica). Ela conta que teve uma história bem parecida com a de Tatiane Spitzner, já que sua cliente no meio do caminho decidiu voltar com a pessoa, e após novas agressões resolveu que bastava. Graças a esse basta, o problema foi resolvido com a prisão do acusado, neste caso, sendo um dos poucos em que se conseguiu evitar a morte de uma mulher por violência doméstica. Tanto para a perita criminal quanto para o mestre de Kombato, as redes sociais podem muito bem ser inimigas em casos como esse. Isso porque os perfis desses sites acabam servindo como uma “capa” ou “ maquiagem”, mostrando apenas o que o casal queria mostrar, ou seja, o lado bom da relação. A advogada acrescenta ainda: “Os fatos até poderiam estar cercados de verdades nos momentos postados, mas diante do que foi amplamente divulgado pela mídia é possível se dizer que as redes sociais são meios que levam até mesmo a justiça a ser induzida a erro em um julgamento, pois boas fotos, postagens que mostram que aquele momento foi uma exceção podem acabar reforçando a tese de que uma pessoa possa sofrer de problemas psicológicos que a levaram cometer alguma atrocidade contra a mulher. ” Ambos concordam que é possível reconhecer possíveis agressores, para isso é preciso reparar nas atitudes costumeiras: ciúme possessivo, querer dominar tudo, a competitividade com a companheira que nunca pode ser mais do que o companheiro e a agressividade. Quanto à prevenção é bem simples, é só a mulher sempre se impor, mostrar que ela tem seu respeito e seu valor, além de procurar o passado do seu companheiro. Apesar de geralmente ser só depois de embarcar de cabeça que a pessoa descobre, nesse caso a melhor maneira é se afastar de forma segura. Lembrando que violência é todo ato que atenta contra a integridade física, psicológica e sexual da mulher. Xingar e ofender com palavras humilhantes caracterizam a violência psicológica, causando um terror psicológico na mulher que passa a acreditar que ela é exatamente aquilo que companheiro dizia. Sobre a violência física é aquela atrelada ao porte físico da mulher, sendo as mãos, braços, pernas. Que o homem utilizando força pode deixar sequelas como hematomas, fraturas entre outras marcas no corpo da mulher como um todo. Enquanto que a violência sexual está atrelada ao íntimo, se ampliando o conceito desde uma relação forçada com o companheiro que a obriga a ter relações, ou até a ameaça de se publicar fotos com nudez ou algo que a comprometa. Chegou a hora da divergência entre os dois, isso porque para Richard a melhor forma de se defender é saber se defender, estar preparada para qualquer tipo de violência, desde saber usar a sua força ou saber usar o ambiente em que a cercava: “usar o que tiver em mãos para equalizar, uma faca, caneta, lápis, cadeira etc, armas próprias ou Impróprias, armas improvisadas. No Kombato o inimigo é o IVANS (inimigo, volume, armado ou número e surpresa) baseado nisto que sempre estará em "desvantagem", acrescenta o mestre de Kombato. Enquanto que para Raphaela o primeiro passo é fazer o registro da ocorrência nas delegacias especializadas em cada estado brasileiro. Alguns estados não aderiram ao Propaz. Com a denúncia formalizada, a mulher é encaminhada para realizar o exame pericial que atesta se houve de fato agressão contra ela. Isso acontece pois há inúmeros casos de falsas denúncias, mulheres que recorrem ao Propaz com a intenção de prejudicar seu companheiro ou ex-companheiro também. Por essa razão todas passam por perícia, e quando a agressão e/ou ameaça é comprovada, a mulher recebe medida protetiva, para lhe resguardar até a decisão final do processo De acordo com Richard Clarke, os golpes de Kombato mais indicados para utilizar nos casos de violência variam para cada tipo de agressão, puxão de cabelo, etc. Para ele o que faltou foi ela tentar evadir. E por esse motivo ele deixou o seguinte recado: “Estejam preparadas! Saibam escolher seus parceiros direito, analisem, perguntem, estudem! Treinem de preferência Kombato! Porque não interessa a lei em vigor só vai servir se você falhar! Esteja pronta para sobreviver. ” Outro exemplo que marcou no caso da Tatiane Spitzer era o fato dela ser advogada, e muita gente achou estranho como uma advogada que sabe tanto sobre as leis deixa isso acontecer? De acordo com Raphaela, não importa nem o status e nem a profissão que ela exerce, mas sim a fragilidade após a agressão e a ameaça imperarem na vida dela. Talvez ela não acreditasse que o companheiro chegaria as vias de fato e ceifaria a vida dela, mas acabou deixando o medo prevalecer, já que como advogada ela deveria saber que muitos processos de violência doméstica são protocolados por dia, porém quase nenhum chega a ser concluído, porque antes do seu término as mulheres eram brutalmente assassinadas. E por esse motivo ela deixou o seguinte recado: “Mulheres não tenham medo de lutar por respeito e igualdade. Não temam em denunciar. Existe uma sociedade que protege muito maior que um indivíduo que agride. ” Fonte: (https://carolminholas1.blogspot.com/2018/08/a-campanha-agosto-lilas-e-essencial-na.html?m=1 Carol Menesess

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Aspectos do Kombato 7

Aspectos do Kombato 7 : Estudos sobre outras artes marciais e competições.
Parte 1

Autor: GMestre Paulo Albuquerque (mestre.kombato@gmail.com)

É evidente que depois de todos os nossos estudos e comentários nos artigos anteriores, o leitor já sabe que não existe relação entre esportes, artes marciais e defesa pessoal.

Mas existe muito mais que apenas socos, chutes e projeções nas artes marciais e os esportes  de luta. Neste artigo vamos estudar os números do MMA. usar as estatísticas do UFC, o evento mais conhecido, interpretá-los e trazer informações úteis para o treinamento de Kombato.

O MMA naturalmente representa uma situação não muito comum nas ruas: dois homens, com o peso aproximado, desarmados,  se enfrentando nas ruas, e sem armas. Mas vai servir de exemplo para um estudo de corpo-a-corpo para esta mesma situação. E em alguns casos poderemos trazer o raciocínio para outros pontos.

Estou usando dados de até 1993 até  outubro de 2013 do UFC. Ou seja: mais de MIL (1000) lutas, o que dá uma boa visão do esporte.

1) 60% das lutas são finalizadas por nocaute ou por submissão. Apenas 40% por decisão dos juizes. Acontece que no ano de 1993, haviam muito menos regras. Mesmo não podendo morder, ou rasgar tecidos etc como fazemos no Kombato, TODAS as lutas terminaram sem avaliação dos juizes. Ou seja: eram mais semelhantes as situações de rua. As lutas terminavam apenas quando alguém realmente vencia, e isso não levava minutos sem fim como nas lutas de hoje. Ou seja; menos regras, menos tempo, mais realidade. O que apenas confirma o que já falamos no Kombato desde 1988.

2) No início, nos primeiros anos, 63% das lutas terminavam no chão. Acontece que na época poucos lutadores (exceto, evidentemente os lutadores do Brasil), sabiam algo de chão, então saber lutar no chão tornava um lutador perigoso. Mas este risco diminuiu muito com o decorrer dos anos; em 1999 apenas 25% das vitórias foi por submissão e este número ficou oscilando entre 20%-30% até 2009 por exemplo. Como no Kombato, como não temos o objetivo lutar no chão, mas evitá-lo; porém ao se chegar ao chão deve-se saber se movimentar e usar outros métodos para sair, devemos dedicar 30% do treinamento desarmado para estas situações.

3) Hoje em dia, os nocautes (incluindo os técnicos), representam 49-50% dos confrontos, mesmo em categorias mais leves. Levando isso em consideração, se fortalece a visão que devemos focalizar o treinamento em combate em pé, ao invés de combate no chão (mas nunca podemos desprezar o risco de não saber lutar no chão, e sempre lembrar de que fugir do chão é essencial).

4) Uma luta média do UFC tem 1 ou 2 tentativas de finalização no chão, mas estas só tem sucesso 20% das vezes. Ou seja, 1 em 5. Naturalmente hoje em dia, ambos os lutadores também são versados em luta de chão, e desta forma, o que devemos fazer em consideração é: como treinamos técnicas de chão (anti-chão), muitas modificadas de Kali, no caso Dumog e Kino-Mutai,  ou mesmo Jiu-jitsu ou luta-livre para funcionar nas ruas (acrescentando técnicas inéditas desenvolvidas no Kombato), já estamos bem mais seguros do que alguém que simplesmente ignora o risco de enfrentar um lutador de chão.

5) Alvos preferenciais nas lutas de MMA, independente do ataque ser com chute ou soco:  81% cabeça, 10% pernas, 9% tronco. Os vídeos que temos de brigas de rua (que creio a maioria das pessoas ter acesso por youtube ou outros sites de videos), somados as centenas de relatos e ocorrências que temos arquivadas, corrobora para que esta proporção seja aproximada das situações de brigas de rua (caso de um inimigo desarmado). O primeiro golpe nas ruas na sua maioria é um direto com avanço total.

6) Estes mesmos números mostram que sempre devemos treinar bastante esquivas, defesas e bloqueios para ataques na cabeça. E mostra que os sistemas de defesa ou arte marcial que só treinam contato no tronco estariam expondo seus alunos a riscos já que treinam pouco defesas de soco no tronco. Ou seja para cada 20 minutos de treino de MEC (Movimentação, Esquiva, Contra-ataque, 16 minutos devem ser  dedicados a golpes na cabeça, 2 minutos no tronco, 2 minutos nas pernas).

7) A tendência geral é que socos venham sempre em sequências, mas chutes venham como golpes isolados. Pelos dados que temos, chutes são ainda mais raros nas ruas, e de uma forma geral creio que seja assim por razões diversas:  medo de cair, calça jeans que atrapalha os movimentos, chão escorregadio etc. A idéia do golpe único com potência total, como no Karatê nunca foi adotada pelo Kombato por esta razão. Sequências, como no Boxe, são claramente mais eficazes (ainda que a potência não seja tão grande). Da mesma forma, se treinarmos para defender um único ataque, não será nada útil.

8) Muitos lutadores conseguiram dar um chute na cabeça de forma eficiente, mas SOMENTE DEPOIS de diversos chutes na perna. Nas ruas, isso torna tudo ainda mais difícil, pois quanto menos regras (rua), menos tempo. Se há pouco tempo (em média apenas 10 segundos depois do primeiro golpe, clinch ou tentativa de projeção), não daria tempo para golpes baixos. Mesmo sendo importante aprender defesas de chutes altos, é menos importante que se defender de chutes baixos, que são muito menos importantes de se defender contra socos na cabeça. Desta forma, colocamos as defesas de chutes altos apenas na graduação de Verde 3, mas em média no primeiro ano de Kombato (Branca e Verde 1), o foco é se defender contra chutes baixos diversos.

9) Apenas 6% dos golpes na perna conseguem fazer dano real que tenha possibilidade de terminar um confronto. Como este número foi obtido em um ambiente com adversários com peso aproximado (mesma categoria de peso),  porém nas ruas vamos enfrentar alguém com maior peso (Conceito: IVAN), o chute tem ainda menos utilidade para o Kombatente (pois quem é maior tem mais capacidade de absorção do impacto), porém ainda se continua necessário se aprender a defender o golpe.

10) O Cálculo de precisão é obtido pela razão entre tentativas de acertar, e os acertos no alvo. Simples assim. Desta forma, os jabs destinados a cabeça são os golpes que tem mais precisão, e os chutes perdem precisão a medida que se sobe a altura do alvo: acertar na perna é mais fácil que acertar no tronco, e mais fácil que acertar na cabeça . Isso não apenas fortalece a idéia de que devemos dedicar mais tempo do treino de defesa contra chutes baixos, mas também que devemos confiar mais em usar chutes baixos. No caso do Kombato, circulares são TED (Técnicas Exclusivas para didática), que é como nos referimos as técnicas que aprendemos só para estudar as defesas, e os pisões, em especial no joelho (que são 4 tipos), é nossa arma principal.

11) Chutes no joelho, de forma lesiva, como no Kombato, são proibidos nos esportes, pois podem lesionar o adversário esportivo de forma séria e permanente. Além disso, quanto mais peso uma pessoa tem, maior a chance para ter o joelho com problemas. Desta forma, os chutes baixos, no joelho são os golpes na perna mais treinados no Kombato, pois o inimigo tende a ser maior que nós.  E são 4 tipos de chute.

12) Ao mesmo tempo que o rosto é o alvo preferido, ele é o menos acertado (isso é bem claro para quem é praticante de Kombato ou boxe inglês, a soma de esquivas, mobilidade da cabeça, defesas e bloqueios, torna a cabeça mais difícil de ser acertada, sem falar no tamanho do alvo, que é consideravelmente menor que o tronco ou pernas). Desta forma, no Kombato,existem muitas combinações que começam com chutes no joelho e terminam em socos, ou socos no tronco e terminam em socos na cabeça. Desta forma, acertando o primeiro alvo como o tronco ou pernas, se tem mais chance de acertar os demais. Nas ruas se o inimigo estiver com algum tipo de base de combate, este é o tipo de combinação ideal. Se não for o caso, ataque furiosamente na cabeça, antes dele atacar, pois na distância do soco, sem guarda alta, é quase impossível o inimigo se defender. Nos nossos aquecimentos funcionais das aulas, introduzido nas aulas em 2014, sempre iniciamos treinando com este objetivo.

13) A precisão dos lutadores é de 16 a 32%. Ou seja, acertam 1 a cada 3 ou  6 golpes. Não parece muito, mas é um numero obtido entre lutadores experimentados e profissionais. imagine os números de quem nem treina nenhuma forma de combate? Infelizmente, nas ruas, não temos como saber de antemão qual a experiência do inimigo. Os lutadores que acertam 33% das vezes são melhores do que 84% dos lutadores. Isso é uma informação bastante vital: precisa-se de precisão, pois é uma diferença vital. Logo treinamentos de manopla, e com uma bola de tênis fazem uma grande diferença nas situações reais. Este treinamento deve ser treinado em todas as aulas.

14) É bom lembrar que nos ringues e octógonos, lutadores tem o mesmo peso. ou seja, seria um ambiente nas “CNTP”, como diríamos nas aulas de química. Não é o caso das ruas, onde seu inimigo é, para efeitos de treinamento, e se baseando como sempre na realidade, um IVAN (Inimigo de Maior Volume, Armado ou Número). Dai, é preciso SEMPRE se treinar com seriedade.

15) As estatísticas mostram que quanto maior a categoria de peso, maior a precisão dos golpes .Isso se deve, já que ambos os lutadores tem o mesmo peso, provavelmente a dificuldade da defesa e da esquiva para evitar o ataque, pois quanto maior a massa, mais difícil a locomoção. Isso é um dado bastante positivo, pois levando em consideração uma condição onde um inimigo seja maior e mais pesado, um Kombatente tem menos chance de ser acertado.

16) O Ritmo de uma luta de MMA é bem menor que uma luta nas ruas. Um lutador no UFC dá normalmente 12 golpes por minuto, sendo que 5 destes tem poder para abalar o inimigo. Nas ruas, como as lutas levam em média 10-15 segundos, e todos os golpes tem potência máxima possível desferida, a comparação é como se lutas nas ruas fossem uma corrida de 100 metros rasos, e o MMA seria uma corrida de 5.000 metros. Todo o preparo físico e treinamento deve ter isso em mente.

17) Existe em média 25 tentativas de acertar a cabeça por minuto no MMA. Em 15 segundos das ruas, é claro que o numero de tentativas não é proporcional, mas sim bem maior devido ao tempo máximo da situação. E como se sabe que uma pessoa média soca 3-4 socos por segundo, pode-se ter que se desviar de até 45 a 60 socos no período de 15 segundos. É bem improvável que seja alguém pouco treinado para fazer isso, mas devemos sempre esperar que o inimigo seja o IVAN. E se sabe que com a grande quantidade de socos, é pouco provável de se defender de forma efetiva contra todos. Desta forma, se o Kombatente não tiver a capacidade (ou sorte) de iniciar batendo, ele pode ter que lidar com o risco absurdo de ter que aguentar até 15 golpes na cabeça. Por isso o ênfase de proteger a cabeça, fortalecer o pescoço (técnica da coroa, além de outros exercícios),e ter em mente bater primeiro. E claro, como sempre a idéia é manter o inimigo longe para que isso nunca aconteça. Axioma FADER: Fora, Antes, Defesa, Resiliência (Circulo 1 (manter a distância), Circulo 2 bater primeiro, circulo 3, defesa circulo 4 saber aguentar para poder tentar reagir.)
Da Wikipedia: “Resiliência ou resilência é um conceito oriundo da física, que se refere à propriedade de que são dotados alguns sub-materiais, de acumular energia, quando exigidos ou submetidos a estresse sem ocorrer ruptura”

18) O que mais provoca nocautes são socos. Simples assim. Nos dados do UFC, infelizmente não existe distinção de qual soco tem mais efeito, no entanto nas estatísticas do Kombato, se sabe que é o cruzado.

19) As chances de um golpe giratório acertar e terminar a luta, no UFC é de 1 em 317. Por isso, martelo giratório é um TED no Kombato. O giratório no joelho no entanto que é um golpe nativo do Kombato é extremamente perigoso pelo dano.

20) Golpes no tronco que funcionaram para tirar um inimigo de combate sempre são dados no lado direito do inimigo. Pois acertam o fígado. O fígado não está totalmente protegido pelas costelas, e é um órgão interno extremamente sensível. É bem possível ser acertado no fígado, porém é necessário diversos socos para afetar a área - mas basta um chute a toda potência para deixar o inimigo de joelhos gemendo de dor. Como é relativamente difícil atacar com um chute no tronco (devido as roupas, ou talvez o inimigo ter o braço ou o cotovelo protegendo a área), resta usarmos esta informação como um reforço para  proteger bem o fígado mantendo o cotovelo direito protegendo bem a área.

21) A média de Knockdows no UFC é de 3,9%. Para cada 26 golpes acertados com potência, haverá um Knockdown. Ou seja: se uma luta de rua que tem em média 15 segundos a chance de alguem ser tonteado é de um pouco mais de 50%. Se o cenário chegar a 30 segundos o que é bastante improvável, o knockdown é praticamente certo, mesmo sabendo que a a chance de haver um nocaute no UFC cai a cada round, porque a potência dos lutadores cai 5,3% no primeiro, 2,4%, 1,5%. Os números parecem contraditórios, mas acontece que o numero de socos disparados em uma situação de rua é bem maior por minuto. É bom lembrar que é mais provável acontecer um knockout depois de um knockdown.

22) A fadiga diminui a precisão. Desta forma, o treino de explosão física deve ser feito para tiros de 30 segundos, mesmo sabendo que as lutas duram 15 segundos, justamente para haver energia de sobra. Desta forma, tiros de 30 segundos com manoplas, sacos de areia, e exercícios de explosão muscular com o Kettlebell são importantíssimos para o praticante de Kombato.

23) Durante 18% do tempo nas lutas do UFC os adversários estão em clinch. Para o Kombato, o clinch é perigosíssimo, porque seu inimigo pode não estar sozinho (e seus amigos provavelmente atacarão o kombatente), ou é possível ele puxar uma arma a curta distância (o mais provável que seja uma faca). Por isso existem 4 fugas de Clinch no Kombato (ao invés de tentar aproveitar o clinch). Mesmo no clinch, a cabeça é o alvo mais “desejado” pelo inimigo. No clinch 53% dos ataques são dirigidos a cabeça. O impacto dos golpes no clinch é bem baixo, porém só erram 3% das vezes, e tendem a vir em um garnde volume. No entanto, o problema para o Kombatente não é uma situação destas no ringue, mas nas ruas, como citado antes.

24) Os nocautes que acontecem no clinch acontecem quase sempre com uma única joelhada. Desta forma, temos duas defesas para isso no Kombato.