sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Ocorrência do dia de hoje! 7 de setembro de 2012

Rio, 7 de Setembro de 2012. Por vota de 9:40.

Cenário e ocorrência, da forma que ocorreu com a maior precisão possível.

Hoje fui com minha esposa e filho prestigiar nossas forças nacionais no desfile de sete de setembro, na Avenida Presidente Vargas. Não fui sozinho: parecia que o Rio de Janeiro inteiro estava lá: nenhum espaço para sentar, 30 minutos antes do início do evento, e depois de uns 15 minutos em pé, consegui um lugar na frente o qual coloquei meu filho: colado na grade (mas eu só consegui ficar duas filas atrás).

Eu sempre muito entusiasmado ao ver nossas forças, tudo organizado, que apesar de muita mídia falsa contra eles e da falta de recursos financeiros, estavam todos lá, vibrando. Verdadeiros soldados, os quais nada os faz abater.

Ainda antes do início do desfile, apareceu um grupo de umas 15-20 pessoas com camisas amarelas, bonés, e umas duas bandeiras com o nome de uma candidata. Um nome estranho tipo “Anele”, ou semelhante, estava escrito nele, e o nome de um partido o qual nunca ouvi falar, além das palavras “na luta com você”. No momento em que apareceram, o público começou a vaiar, mas como não haviam feito nada, logo pararam.

No hora do início do desfile, o silêncio foi sepulcral. O som estava ótimo, muito bem montado. Tudo acontecendo na hora precisamente como estava no programa, e som perfeito, como sempre acontece nos eventos feitos por militares. A voz feminina de uma locutora iniciou a celebração. Nem som de vendedores de água, nem de crianças, nada. Respeito e cidadania de orgulhar qualquer patriota. Só isso já me dá muito orgulho. Eu vibro muito. No local estavam milhares de pessoas, mas um silêncio como se não houvesse nenhuma pessoa além da locutora. A banda começa a tocar.

Logo no início, depois de 1 ou 2 músicas, quando alguns colégios começaram a desfilar, começaram a tocar o hino da independência (não tenho certeza, devido ao som descrito em seguida), duas sirenes começaram a soar fortemente, e os cabos eleitorais de amarelo começaram a gritar alguma coisa qualquer e pular. O som era tão alto, estridente e irritante, que impedia a todos de ouvir a banda. Todo o público ficou visivelmente irritado, meu sangue subiu, pelo desrespeito, pelo escárnio ao evento, e por tripudiar com os símbolos nacionais. Eram eles, os cabos eleitorais “amarelos” com suas sirenes brancas enormes, apoiadas no chão. Todo mundo começou a vaiar fortemente. EM segundos só se ouvia as vaias e as sirenes, e nada além.

 Estavam somente a 20 metros de mim. Ai não aguentei , e avisei minha esposa: “Mô, vou lá.” E fui.

Na hora que me viram chegar de camisa preta, o público começou a me aplaudir, perceberam, claramente que fui reclamar. Mas apesar de tudo, como sempre, fui cordial.

“Meu amigo” - me dirigindo a um cara de uns 30 anos, colado na sirene, mais ou menos do meu tamanho. “Por favor, desliga isso”. “ô cara.... isso aqui é livre, você não pode fazer nada”, respondeu com sorrisinho de escárnio, altamente provocativo e irritante.

“Meu amigo você está estragando a diversão das pessoas” neste momento todo mundo começou a gritar qualquer coisa imcompreensível, junto das vaias. Não sei se foi ele, ou um cidadão de óculos com uma cãmera na mão, que era claramente do time amarelo, mas começou a gritar: “Democracia! Democracia!! Democraciaaaa!!!”, eu: “meu amigo (já com sangue na venta) Democracia não é bandalha. isso ai é falta de educação!”

Neste instante o cidadão de 30 anos deu 10 cms de passo a frente, e ele :” Democraciaaaa!!!”. Ai foi demais. Em primeiro lugar por vilipendiar com nossos símbolos e diversão, em segundo lugar porque ninguém, mas ninguém grita comigo. Ponto.

Dei um passo para trás, e disse “AVANÇA, VEM PARA CÁ QUE VOU TE ARREBENTAR AGORA!”

Não sei exatamente o porque, mas ele arregalou o olho, e alguém (não sei se foi ele) desligou as duas sirenes. O silêncio foi imediato. A turma da arquibancada bateu palmas. Ai veio o amigo dele com a câmera, na minha direção, e eu indo embora, sob aplausos, e o “cameraman” metendo a câmera no meu rosto. Irritado, tapei a lente (sem encostar a palma na câmera), e ele ficou com medo. Ai eu falei “tira esta camera que vai ser pior.”

A viatura da polícia estava bem ao lado, o homem da câmera foi reclamar com ele de qualquer coisa. E eu voltei “Democracia não é isso que você esta fazendo não”. Ele olhou assustado como se eu fosse bater nele e nem se mexeu.

Voltei, as pessoas me cumprimentaram por nada, mas quando já tinha passado mais de 2 horas, já mais perto do desfile apareceu um pai com o garoto no ombro - “ai, maneiro o que você fez”, e depois uma moça, depois mais algumas pessoas.

Olhei novamente, o cidadão da sirene estava enrolado em uma bandeira do Brasil (não sei para que, afinal de patriota ele não tem nada), e de cabeça baixa. Não ligaram mais as sirenes, nem levantaram as bandeiras. Como muita gente estava filmando com câmeras ou celulares, imagino que isso vá parar em alguma rede social, se alguém ver, por favor, me avisem.

No video eu estou de camisa preta da HK, calça jeans e tênis preto. O ridículo desta história é que você não precisa fazer absolutamente nada de especial para ser herói, já que no mundo em que vivemos, ninguém faz nada!


Caro leitor, obrigado pela atenção,

 Paulo Albuquerque