quinta-feira, 2 de maio de 2013

Violência doméstica no casamento



Violência doméstica não acontece apenas com mulheres fracas, humildes ou dependentes de maridos que vivem entornando pinga em boteco. Violência doméstica também acontece com gente fina, bem-educada, analisada… ou seja, pode rolar com sua amiga, irmã, com você mesma.
Relatos de uma mulher que sofreu com violência doméstica relata: “Eu poderia acabar com aquilo, mas não queria. Apanhar é tão humilhante que cega.”

Violência doméstica – Estatísticas

Os dados são alarmantes. Em uma pesquisa recente:
- 52,8% das mulheres já foram agredidas. Dessas, 65,1% não continuaram com os parceiros e 34,9% deram uma segunda chance ao relacionamento.
- 47,2% nunca foram agredidas. Entre essas, 94,9% garantem que não perdoariam e 5,1% dariam maus uma chance ao parceiro.
- 82,4% iriam à delegacia se as agressões virassem frequentes.
- 12% se afastariam, mas não denunciariam os companheiros nem se a violência se tornasse mais sistemática.
- 60,8% têm pelo menos uma amiga que já foi vítima de violência.
- 84% consideram que xingamentos e agressões verbais também são exemplos de violência doméstica.
- 45,6% relatariam as agressões apenas a amigos próximos e família
- 36,8% já agrediram o parceiro pelo menos uma vez.

O que leva uma mulher a se submeter à violência em casa?

A violência doméstica é distinta nas diferentes classes sociais. Em famílias mais humildes, a briga acontece no meio da rua e atinge as vizinhanças. Nas classes mais altas, a agressão acontece entre quatro paredes e chega, no máximo, aos divãs dos psiquiatras. Essa violência não consta nem nas estatísticas e, por isso, parece invisível e distante. Mas não é. São as várias facetas de violência (física, psicológica, sexual) que mantêm as vítimas presas a relacionamentos violentos. Não é só o tapa. Quando o agressor fere também o psicológico, a mulher fica mais fraca. As inseguras e com menor autoestima, por medo de abandono, terão dificuldade de se impor e romper o ciclo de agressão na família: essas são ainda mais vulneráveis.
Os dados foram retirados da revista Glamour – Março de 2013