sexta-feira, 22 de novembro de 2013

HOPLOFOBIA

HOPLOFOBIA, A FUGA DA RESPONSABILIDADE PESSOAL

“Hoplofobia” é definido como um medo mórbido de armas de fogo. O termo é derivado da palavra grega hoplon, que se refere a armas. O falecido coronel Jeff Cooper, instrutor de armas de fogo, autor e pai da “moderna técnica de pistola”, e fundador da Gunsite Firearms Academy, atribuiu o fanatismo agressivo contra armas de fogo de hoplofobia, o qual ele definiu como uma aversão irracional e medo de armas de fogo e outros tipos de armamentos. Cooper opinou que os anti-armas hoplofóbicos mantinham a idéia que as armas de fogo e outras armas letais tinham vontade própria. É claro, sabemos que armas de fogo não são seres vivos e portanto não operam independentemente.

Como psicólogo e psicoterapeuta, eu sei que a realidade da hoplofobia é muito mais complexa. Um tema comum subjacente, a dinâmica comum da psicologia dos hoplofóbicos e “odiadores de armas”, é o medo inconsciente ou semi-consciente de seus próprios impulsos agressivos correndo soltos se eles tivessem os meios (e a posse de armas de fogo dariam a eles estes meios). Isso é similar ao que as pessoas com medo grave de alturas (acrofobia) descrevem, quando estão olhando para um precipício. Eles temem o impulso irracional de pular. Se o pavor se extende até ficarem em um local alto, como ver uma janela de um escritório bem no alto, ou em um avião, eles descrevem tipicamente como um medo irracional de quebrar a janela, ou o desejo que o avião caia.

Enquanto tanto o medo quanto o impulso são irracionais, a análise psicológica revela que ambos são reais e compreensíveis. Ambos estão relacionados a agressões reprimidas, suprimidas e sublimadas, e a fuga da responsabilidade pessoal. Esta é uma das fontes de mentalidade dos detratores das armas de fogo. Muitas destas pessoas temem a sua própria hostilidade e sabem que as armas de fogo não existem para pessoas impulsivas, cabeça quente, as quais não conseguem controlar sua fúria - o interessante é que muitas destas pessoas geralmente usam expressões como “eu sinto como se eu mesmo estivesse atirando”. Isso é ainda mais vexatório, porque ao invés de assumir a responsabilidade pessoal por suas  próprias emoções, e procurar desenvolver autoconhecimento sobre a fonte de seus próprios medos, negam sua própria natureza. Atribuem seus piores temores e impulsos anti sociais aos demais. Em linguagem de psicologia, este mecanismo de defesa é chamado de “projeção”. Então, ao invés de atribuir, assumir que seria perigoso com uma arma nas mãos, e tentar melhorar, eles atribuem a periculosidade e imprudência aos demais, jogando a culpa nos donos de armas.

Hoplofóbicos tendem a exagerar. Eles geralmente acreditam que as pessoas que possuem armas de fogo iriam exibir as suas para ter argumento em uma discusssão; e não reconhecem que quem tem este impulso são eles mesmo. Eles afirmam que os donos de arma de fogo tendem a ser mais nervosos em situações extremas. Isso é o arbitrário, e é uma síndrome que podemos chamar de “sangue nas ruas”, que muitos hoplofóbicos carregam, tipicamente ignorando ou não entendendo que, em muitas jurisdições, ameaçar alguém verbalmente brandindo uma arma de fogo (de forma legal ou ilegal), vai tipicamente resultar em duras penas.

De acordo com a Associação Psiquiátrica Americana, a definição médica e pediátrica de uma verdadeira fobia requer que a pessoa afligida ou fóbica esteja ciente de que seu medo é irracional e que a fobia causa algum tipo de prejuízo funcional. É evidente que muitos destes hoplofóbicos, especialmente os detratores das armas de fogo não reconhecem estes fatos. Eu chamo isso de falta de visão.

BRUCE EIMER
Ph. D em Psicologia

Tradução Paulo Albuquerque
facebook.com/paulo.albuquerque1